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Textos com Etiquetas ‘gerenciamento’

Ninguém é insubstituível?

2, setembro, 2010 andre Sem comentários

Estava de boa hoje lendo meus “emelhos” e topei com um e-mail do Kaneko que achei bem interessante. Eu já ouvi algumas vezes a frase “ninguém é insubstituível”.  Mas, será que sempre isto é verdade? Será que podemos sempre substituir um por um, dois ou três e ter o mesmo resultado? Este texto tem uma certa dose de drama, mas acho perfeito para refletirmos sobre o real valor do talento humano! Leiam e façam seus comentários!

 

 

Na sala de reunião de uma multinacional o diretor nervoso fala com sua equipe de gestores.

Agita as mãos, mostra gráficos e, olhando nos olhos de cada um ameaça: “ninguém é insubstituível”.

A frase parece ecoar nas paredes da sala de reunião em meio ao silêncio.

Os gestores se entreolham, alguns abaixam a cabeça.

Ninguém ousa falar nada.

De repente um braço se levanta e o diretor se prepara para triturar o atrevido:

- Alguma pergunta?

- Tenho sim.

-E Beethoven?

- Como? – o encara o diretor confuso.

- O senhor disse que ninguém é insubstituível e quem substituiu Beethoven?

Silêncio……

O funcionário fala então:

- Ouvi essa estória esses dias contada por um profissional que conheço e achei muito pertinente falar sobre isso.

Afinal as empresas falam em descobrir talentos, reter talentos, mas, no fundo continuam achando que os profissionais são peças dentro da organização e que, quando sai um, é só encontrar outro para por no lugar.

Quem substituiu Beethoven? Tom Jobim? Ayrton Senna? Ghandi? Frank Sinatra? Garrincha? Santos Dumont? Monteiro Lobato? Elvis Presley? Os Beatles? Jorge

Amado? Pelé? Paul Newman? Tiger Woods? Albert Einstein? Picasso? Zico? etc…

Todos esses talentos marcaram a história fazendo o que gostam e o que sabem fazer bem, ou seja, fizeram seu talento brilhar. E, portanto, são sim insubstituíveis.

Cada ser humano tem sua contribuição a dar e seu talento direcionado para alguma coisa.

Está na hora dos líderes das organizações reverem seus conceitos e começarem a pensar em como desenvolver o talento da sua equipe focando no brilho de seus pontos fortes e não utilizando energia em reparar seus ‘erros/ deficiências’ .

Ninguém lembra e nem quer saber se Beethoven era surdo , se Picasso era instável , Caymmi preguiçoso , Kennedy egocêntrico, Elvis paranóico …

O que queremos é sentir o prazer produzido pelas sinfonias, obras de arte, discursos memoráveis e melodias inesquecíveis, resultado de seus talentos.

Cabe aos líderes de sua organização mudar o olhar sobre a equipe e voltar seus esforços em descobrir os pontos fortes de cada membro. Fazer brilhar o talento de cada um em prol do sucesso de seu projeto.

Se seu gerente/coordenador , ainda está focado em ‘melhorar as fraquezas’ de sua equipe corre o risco de ser aquele tipo de líder/ técnico, que barraria Garrincha por ter as pernas tortas, Albert Einstein por ter notas baixas na escola, Beethoven por ser surdo. E na gestão dele o mundo teria perdido todos esses talentos.

Seguindo este raciocínio, caso pudessem mudar o curso natural, os rios seriam retos não haveria montanha, nem lagoas nem cavernas, nem homens nem mulheres, nem sexo, nem chefes nem subordinados . . . apenas peças.

Nunca me esqueço de quando o Zacarias dos Trapalhões ‘foi pra outras moradas’. Ao iniciar o programa seguinte, o Dedé entrou em cena e falou mais ou menos assim: “Estamos todos muito tristes com a ‘partida’ de nosso irmão Zacarias… e hoje, para substituí-lo, chamamos:… . Ninguém …pois nosso Zaca é insubstituível”

Categories: Liderança

Pressão: A nova ordem mundial

18, abril, 2010 andre 5 comentários

Pressão no TrabalhoEstava viajando na maionese estes dias sobre o tema “pressão”, lembrando algumas coisas que passei e passo ainda. Cheguei à conclusão que a “nova ordem mundial” é bem clara: fazer mais, com menos, e cada vez melhor. Esta é a grande onda que vem sendo muito explorada quando se fala de modernidade. A isto, eu diria que escolheram uma palavra moderna também: otimização de recursos. Esta onda de otimização de recursos veio crescendo de forma tão intensa que já há um bom tempo pulou o muro que separava mundos privados e mundos estatais. Hoje, até as grandes estatais estão correndo atrás da famosa otimização de recursos. Agora, vamos e venhamos, “fazer mais, com menos e melhor” é uma frase muito bonita, quase filosófica. Mas, como será que as pessoas que precisam lidar com essa “nova ordem mundial” estão lidando com a pressão gerada por este pensamento?

Não tem por onde correr, qualquer um está sujeito à pressão do mundo moderno, principalmente aqueles que estão ligadas a grupos de pessoas e lidam com isto quase que diariamente. No trabalho, na família, em um trabalho social, sempre existirão metas, objetivos, prazos e recursos a serem gerenciados. E daí vem o grande desafio: Como trabalhar a pressão nas nossas costas? Não é uma pergunta simples de ser respondida, pois os casos são muito variados, mas tenha certeza que o equilíbrio e o espírito de busca são dois elementos afins que serão diferenciais em qualquer situação. Por sua vez, para desenvolver ambos, é necessário desenvolver uma característica chave: a observação.

Yin YangDesenvolver a capacidade de equilibrar, ponderar as coisas e se guiar pelo caminho que leva aos resultados esperados vai demandar o aprimoramento dos sentidos, da observação do mundo que está em volta. O sentido da expressão japonesa “Kokorokubari Kikubari” encaixa-se perfeitamente neste caso: “estar atento e ser prestativo”. Desenvolvendo a atenção e prestatividade, será mais fácil identificar o estado emotivo de um superior quando ele lhe dá uma “chamada” por conta de um baixo desempenho da sua equipe ou então de um colaborador quando ele entrar na reunião que tratará desse baixo desempenho. Certamente com o tempo você se tornará um filtro inteligente de pressões. De toda a pressão que receber de seu superior, uma parte ficará com você, outra será passada de outra forma para a equipe ou um funcionário, e outra será passada integralmente, na mesma intensidade. Não há dúvidas que há momento para tudo, inclusive para apenas “repassar a pressão”, mas se isto se tornar uma característica a equipe poderá se tornar simplesmente apática, desenvolvendo apenas 10% do que realmente pode. Da mesma forma, tem horas que não se pode repassar a pressão, mas se novamente isto se transformar em uma característica, provavelmente se tornará um cavalinho em que todos sentam. Sem equilíbrio, você poderá estar jogando sua equipe, sua empresa, sua ONG ou quem sabe seu casamento no lixo. É, repasse essa pressão do seu chefe para o(a) parceiro(a) e entenderá o que estou dizendo.

Toda esta dificuldade em trabalhar com a pressão e o turbilhão de sentimentos que envolvem a liderança é um muro a ser transposto. É preciso ter espírito de busca, muita perseverança e, sobretudo, encarar as pressões como o impulso necessário para superar mais uma barreira rumo ao objetivo. Vejo que em muitas empresas de portes variados este pensamento está cada vez mais sendo estimulado, sendo muitas vezes associado à inteligência emocional, pró-atividade e outros termos. O resultado disto é o crescimento da criatividade e da liberdade dentro do mundo empresarial, uma vez que os programas de incentivo, benefícios e gratificações baseadas na situação específica do indivíduo ou do grupo de indivíduos estão cada vez mais sendo utilizados para aliviar a pressão que fazemos uns nos outros. Home Office, horários flexíveis e folgas adicionais são opções que estão sendo cada vez mais utilizadas nas empresas mais modernas. De certa forma, acredito que estão descobrindo agora que prestar atenção em gente é lucrativo!Equipe de Barro

E você, já experimentou isto? Pois então tente, estimule seu espírito de busca, aprimore o seu senso de observação e ação. Mas, nunca esqueça: busque o equilíbrio.

Tem duas frases que acredito serem muito pertinentes, e gostaria de finalizar este texto com elas:

Sentido da palavra japonesa “kyudoshin”: “O coração que deseja procurar o caminho certo”

“Somos o que repetidamente fazemos. A excelência não é um feito, mas sim um hábito”.
Aristóteles

Categories: Liderança

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