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Seus dados: Onde e como proteger!

24, abril, 2011 andre Sem comentários

No último artigo citei algumas falhas cometidas por empresas e usuários domésticos quando não se pensa na proteção de dados como uma política a ser seguida. No geral, o principal é a negligência com a importância das informações.

Então, uma vez que você está decidido a proteger os dados, o que fazer? Primeiro, defina a sua política de proteção dos dados. Neste ponto, o foco é:

1. Tirar os dados da “zona de risco”.

2. Poder recuperar os dados.

Estes dois pontos levam à seguinte reflexão:

Onde vou guardar meus dados?

Quanto mais longe do seu notebook/desktop, melhor!

Sim, pois nunca sabemos o que pode acontecer com os nossos dados. Desde uma remoção acidental até um desastre, tudo é possível. E depois que tudo passar, provavelmente você vai querer tudo que construiu digitalmente ao longo da sua vida, não é?

Como vou armazenar meus dados na mídia de backup?

A depender de como você armazena, vai ser mais fácil ou difícil você reaver seus dados. Neste ponto entra também a questão da segurança. A depender de quão confidencial seus dados são, pode ser necessário “complicar” a vida de eventuais curiosos, com senhas, cofres e criptografias.

Estas duas perguntas há muito tempo têm sido os pivôs do desenvolvimento de estratégias mirabolantes de backup. Afinal de contas, não é fácil levar backups pra cima e para baixo frequentemente de forma segura. Para um usuário doméstico já é uma mão de obra, imagine uma empresa? Mas não tem jeito, proteger os dados e garantir que eles poderão ser recuperados é algo imprescindível para todo tipo de usuário, seja ele usuário da informação de empresa ou de dados pessoais.

Bem, com minha experiência trabalhando na área de TI fui observando algumas dificuldades de usuários e gestores, bem como várias soluções para cada caso. Vou apresentar aqui algumas soluções que eu acredito ser interessantes para as situações mais comuns tanto de usuários domésticos quanto empresariais.

Falando de forma bem particular, eu decidi manter meus dados bem longe geograficamente de onde eles são gerados. Porém, pensei na facilidade também. Por isso, optei por utilizar dois serviços que me permitem o compartilhamento, disponibilidade e proteção dos dados mais importantes utilizando uma tecnologia que é uma aonda atual: cloud computing, ou “processamento nas nuvens”.

O primeiro é o Dropbox (http://www.dropbox.com). Este serviço possui um aplicativo que sincroniza uma pasta local do seu computador com o serviço dropbox na internet. Com isto, toda vez que eu crio, atualizo ou apago um arquivo desta pasta, sua cópia localizada na internet é atualizada. Se houver qualquer desastre com meu equipamento (HD pifou, por exemplo), basta eu instalar o cliente do dropbox em outro computador, configurar meu login e senha, e aguardar que todos os meus dados serão trazido “das nuvens” para o disco local. É comumente chamado de “pendrive virtual” mas com backup!

O segundo serviço que utilizo é o Mozy (http://www.mozy.com). Este serviço também tem um aplicativo que é instalado localmente e lhe permite fazer backup nas nuvens. Ele tem uma infra-estrutura que é focada em na realização de backup remoto, utilizando muito pouco link através da técnica de desduplicação. Irei explicar sobre esta infra-estrutura mais adiante, pois pode ser montada dentro da empresa, e é bem acessível financeiramente para empresas de médio porte.

Primeiramente, eu “separo o joio do trigo”. O que são DADOS MUITO IMPORTANTES, que eu trabalho no dia a dia, eu coloco na pasta do dropbox. Em geral, textos, planilhas, pdfs técnicos e de trabalho, etc. Estes dados têm uma maior criticidade, precisam de acesso mais freqüente e fácil. Por isso, não incluo fotos, vídeos e aplicativos que ocupam muito espaço e têm pouco acesso. Desta forma, consigo Com isto, consigo me manter no limite da versão gratuita do serviço (2 GB) e não transformo essa área em uma bagunça generalizada.

Uma segunda ação é configurar o Mozy para realizar o backup de todo o restante do conteúdo que precisa ser salvo, incluindo fotos, vídeos e obviamente a pasta do Dropbox, pois são dados MUITO IMPORTANTES. O Mozy é um serviço muito acessível, tendo planos a partir de US$ 5,99.

Após ter garantido a segurança dos dados mais valiosos, os demais eu vou pelas vias normais, ou seja, DVD. Duas cópias em mídias de marcas diferentes e está tudo legal. Já posso dormir tranqüilo!
Com isto, eu garanto aqueles dois pontos citados no início. Tenho um backup salvo de desastres, pois estão muito longe daqui. Tenho uma recuperação fácil, pois os clientes podem ser instalados em qualquer equipamento possibilitando a restauração dos arquivos sem a necessidade de solicitar à equipe do Mozy ou Dropbox.

Uma coisa que é importante dizer, é que esta é apesar de parecer uma solução “caseira”, esta combinação pode ser utilizada por empresas para garantirem a segurança dos dados vitais. Eu recomendo a utilização destes serviços principalmente para backup dos notebooks da empresa principalmente quando fica difícil centralizar os dados dentro do datacenter, como é o caso de consultores que viajam constantemente.

No próximo artigo vou falar um pouco mais das tecnologias utilizadas para proteção de dados em empresas.

Este artigo também foi publicado no Portal TI Especialistas.

Não minta para mim: Suas informações valem alguma coisa para você?

17, novembro, 2010 andre 1 comentário

Muitos acham que backup e proteção de dados é a mesma coisa, mas na realidade não é bem assim. Backup é uma cópia de segurança apenas. Proteção de dados é uma política mais ampla, que engloba o backup, mas vai depender do quanto você dá valor às informações que tem e como lida com elas. Se você realmente se preocupa com elas, se realmente acha que elas valem alguma coisa, lembrará diariamente que existe a lei de Murphy e que ela também rege a existência do seu HD, iPhone, iTouch, etc.


Quebra de paradigma – uma questão social


Você já se fez a seguinte pergunta: “O que farei se meu computador pessoal queimar em uma descarga elétrica e eu perder meus dados”? Seja você um gestor ou uma dona de casa “conectada”, se a resposta for “não”, é por que está pouco se lixando para os dados.

Um paradigma forte a ser quebrado é o de que só grandes empresas devem se preocupar com a proteção de dados. Seja usuário doméstico ou empresa, todos têm informações, todos produzem idéias que sempre contribuem de diversas formas para a sociedade, e sua perda acarreta problemas para você e para outras pessoas também. Já pensou em vários pais de família tendo que dar a notícia em casa que terão que passar por algumas privações, pois o salário atrasou devido a problemas com o sistema da folha de pagamento? E o seu filho não ter que ficar vendo as fotos da família dos colegas no mural, pois não tinha nenhuma da sua própria família? No mundo em que vivemos hoje, do pessoal ao profissional, quase tudo é composto por bits armazenados em meio digital.


Estudo de casos – O que não dá certo e o que dá certo.


Para explicar melhor o que é proteção de dados, vamos utilizar exemplos:

Caso 1: Perda do banco de dados do migre.me

Recentemente o site migre.me (http://migre.me) teve uma péssima experiência relativa a perda de dados. Em resumo, foi feita uma operação de manutenção no servidor que continha os sites dos clientes do provedor de serviços. Por uma falha humana, todos os dados dos clientes foram perdidos. Muitos foram recuperados, mas outros não. Dentre eles, o migre.me. Tudo bem, vamos restaurar o backup, certo? Errado. O backup estava em um disco interno do servidor, que também foi comprometido. Ou seja, tem backup, mas a mídia não era a mais segura e apropriada. Os dados não estavam efetivamente protegidos. Não vamos entrar no mérito de culpas, pois neste caso todas as partes já fizeram suas considerações na mídia.


Caso 2: Restauração do site do Commerzbank após os ataques de 11 de setembro.

O escritório do Commerzbank (banco Alemão) em Nova York localizava-se a cerca de 90 metros dos andares 31 a 34 do World Trade Center. Com a queda das torres, o datacenter permaneceu fisicamente funcional, porém, com o calor intenso e a grande quantidade de poeira os sistemas começaram a falhar, junto com toda a comunicação com o exterior, deixando a operação de New York praticamente parada. Nesta ocasião, vários equipamentos incluindo os storages (onde se armazenam os dados) entraram em colapso. Porém, o Commerzbank possuía um plano de contingência que constava de cópias dos sistemas e dados em outro site a 50 km do site principal. Esta contingência foi ativada, os funcionários evacuaram o local e nos próximos meses passaram a trabalhar no site backup até que o site principal fosse reestabelecido.

No primeiro caso, um erro comum ocorreu: havia backup, mas foi gravado em mídia não segura, e o estrago foi enorme para o negócio. Os dados não estavam completamente protegidos. Este tipo de erro é mais comum do que se imagina, pois muitos gerentes de TI cometem o simpático erro de deixar as fitas de backup dentro do CPD, ou em salas fisicamente próximas. Em caso de incêndio no CPD, perde-se também o backup! Já vi casos que usuários domésticos “sobraram” por fazer backup em uma mídia barata de DVD que ao longo do tempo estragou-se. Quando precisou, já foi!

No segundo caso, os dados estavam completamente protegidos, e o negócio sobreviveu ao maior ataque terrorista da história. Há muitas empresas que faliram nesse desastre por conta de suas operações estarem concentradas unicamente nestas torres. Há inclusive o caso de uma empresa de seguros em que o seu datacenter ficava em uma torre e o site backup na outra. Faliu.

O Commerzbank investiu uma quantidade razoável de dinheiro para ter este nível de disponibilidade e segurança de dados. Mas, será que a única forma de se conseguir “não falir” é gastar mundos e fundos? Talvez não. Tenha sempre em mente que proteção de dados está além dos produtos e soluções: é uma estratégia. Já pensou em fazer seu backup doméstico em duas mídias de marcas diferentes? É uma estratégia!

No próximo post falarei mais sobre soluções e estratégias de backup, para usuários domésticos e corporativos.

E nos comentários, vamos à enquete? – Você já perdeu dados ou foi salvo por um backup? Conte a sua experiência!



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